domingo, 14 de setembro de 2014

O XXIII congresso de iniciação cientifica as margens do São Gonçalo promete ser o melhor dos últimos anos.

Realizado no campus Anglo da universidade federal de Pelotas nos dias 9 a 12 de setembro o XXIII congresso de iniciação cientifica (CIC) e o XVI encontro de pós-graduação (ENPOS), contou com a presença de diversas áreas da ciência, desde biológica a ciências humanas, o grupo Ofício laranja entrevistou algumas pessoas com intuito de expor o ponto de vista do aluno sobre o evento.  Como já e de costume o evento recebe alunos ainda na graduação e também alunos que defenderam seus trabalhos no ano de 2013.  O espaço do prédio foi ocupado completamente, tendo o 1º andar somente para as áreas de extensões e cultura e o 2º para os eventos relacionados à pós-graduação. O 3º e 4º andar foi reservado para os alunos ligados ao CIC assistirem as palestras. Foi notável a presença de monitores que orientavam os alunos em todos os andares. O foco de nosso passeio foi em registrar os alunos aproveitaram estes dias de encontro, como foram recebidos e quais as expectativas que ainda teriam para os próximos eventos.


A princípio foi entrevistado o aluno do 3º semestre de Agronomia chamado Rafael Silva da Silva que estava participando pela primeira vez do evento. Ouvinte do CIC e apresentador do CEC (Coordenadoria de Ensino e Currículo) Rafael revelou já ter participado de algumas discutições relacionadas à sua área minutos antes da entrevista começar. Se mostrando empolgado nos revela que os apresentadores do evento foram competentes mostrando aquilo que foi proposto. Cita a convicção de tais alunos, que estavam aptos a responder qualquer pergunta. Segundo ele isso acontece pelo fato dos mesmos já estarem engajados aos seus projetos há muito tempo. Sobre o rendimento e como o CIC e CES podem ser importantes na vida acadêmica dos alunos, Rafael acredita que tais eventos incentivam a produção do aluno e divulgação do seu trabalho. Completa dizendo que universidade federal tem sim bons projetos e este é um ótimo momento para que muitos tomem conhecimento destas idéias.


Em seguida foi entrevistado mais um aluno da universidade desta vez uma garota chamada Andressa Norberg que cursa Química industrial. A aluna já participa dos encontros há bastante tempo, tendo já apresentado um projeto numa edição passada e outros dois somente como ouvinte. Logo no primeiro dia destinado há sua área Andressa havia assistido algumas palestras e constatou que muitos alunos ainda se sentem um pouco assustados com as mesmas, atitude que ela julga natural visto que estão sendo acompanhados e orientados por professores.Vinculada no passado a um laboratório de seu curso, Andressa se mostrou confiante com o aproveitamento dos alunos nos dias que ainda se sucederiam do evento. Para ela todo este preparo na graduação e pós-graduação qualifica o futuro profissional para as possíveis palestras que iram apresentar fora da academia. Completa dizendo que um total domínio do assunto apresentado facilita a articulação e desenvoltura do aluno em eventos públicos sendo acadêmicos ou não.


Nem tudo são flores...

Mas também houve criticas nos dias do evento que dividiram opiniões. Rafael Silva da Silva reclamou da qualidade de uma das bancas que assistiu. Relata que após tal apresentação a palestrante teve que explicar novamente o assunto o que para Rafael diminuiu a credibilidade da exposição. Ao explicar que a palestra debateu sobre o cultivo de orquídea em xaxim Rafael exclamou: a banca não sabia o que era os meios de cultura”. Para ele o total conhecimento de quem ouve e da banca e o que deixa uma exposição mais completa, não tento necessidade de outras explicações ao termino da mesma.

Já Andressa Norberg destacou que em edições anteriores o corpo docente não era composto de químicos, mas que este ano todos foram. Para ela agora ficaria mais fácil para os alunos expressarem suas idéias visto que seriam avaliados por profissionais da área. Mas também destacou – Os professores caem em cima, criticam, deixando os alunos mais nervosos”. Segundo Andressa os professores deveriam ter um pouco mais de paciência já que muitos alunos estão apresentando projetos pela primeira vez. Tais atitudes segundo ela, não deveriam ser tão freqüentes.


...e atendeu as expectativas?

Já na quinta feira andamos mais de uma hora pelos quatro andares do prédio analisando a entrada e saída dos alunos, suas reações ao verem seus colegas apresentarem trabalhos e muitas outras atividades dentro do meio acadêmico.  Conversamos com mais pessoas e todas se mostram em geral satisfeitas. Como citamos no inicio, a monitoria foi um dos fatores que muitos alunos também descrevem em seus comentários. Quando os corredores ficavam vazios, significava que estávamos com salas de aulas lotadas. O grupo Ofício laranja se sentiu  honrado e satisfeito em ter participado, mesmo que indiretamente de um evento que é tao importante para os alunos da Universidade Federal de Pelotas.

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